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Greve Geral de 19/2: condutores de São Paulo e metalúrgicos do ABC aprovam adesão ao movimento

09 de Fevereiro de 2018

Greve Geral

Os motoristas de São Paulo aprovaram a participação na greve geral do dia 19 contra o fim da aposentadoria, caso o governo coloque a proposta de reforma da previdência para votação na Câmara Federal. A decisão foi tomada em assembleia em 7 de fevereiro passado. Também ficou marcada uma nova plenária da categoria no próximo dia 16 para organizar a participação no movimento.

Os metalúrgicos do ABC também aprovaram a realização de greve no próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. A adesão foi aprovada por unanimidade na noite do dia 7/2, em assembleia popular realizada em frente à sede do sindicato da categoria, em São Bernardo do Campo, que também contou com a participação de parlamentares, movimentos sociais e outras categorias profissionais.

Bancários de São Paulo, Osasco e região apoiam a jornada de ações contra a reforma e realizarão diversas assembleias em locais de trabalho entre esta quinta-feira (8) e a próxima semana para ratificar adesão da categoria na greve nacional. 

Trabalhadores no setor de transporte urbano em São Paulo também tendem a aderir à greve, e fecham a questão em plenárias marcadas para o para o próximo dia 16. 

Assim está sendo a reação dos trabalhadores já que a proposta de reforma da Previdência está prevista para ser votada entre os dias 20 e 28, como anunciou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Greve geral vai para o país dia 19

No dia 19 de fevereiro, os trabalhadores e as trabalhadoras vão fazer a maior greve da história deste País se a Câmara dos Deputados resolver votar a nova proposta de reforma da Previdência. O alerta foi feito pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, durante o ato de lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República, em 25/01, um dia depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação sem crime e sem provas do ex-presidente no caso do tríplex do Guarujá (SP).

“Temos que fazer uma rebelião para garantir o Estado Democrático de Direito e não vamos deixar os capitalistas rasgarem a Constituição. Eles serão derrotados nas ruas se não recuarem. Vamos desautorizar o TRF-4”, avisou Freitas.

O ato aconteceu na sede da CUT e teve a presença mais de 500 pessoas, entre lideranças políticas e dos movimentos sindical e sociais.

“Vamos fazer greve nos bancos de vocês, vamos fazer greve nas empresas de vocês, vamos fazer greve no agronegócio. O desempenho das empresas vai cair ainda mais, porque vocês arrebentaram as relações de trabalho e ganharam ainda mais insegurança jurídica. E a greve do dia 19 será ainda maior do que a de 28 de abril, quando 45 milhões de trabalhadores cruzaram os braços”.

Lula é o candidato do povo

A mesma indignação externada por Vagner permeou a intervenção de João Pedro Stédile, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), no ato desta quinta: “No TRF-4 o jogo era deles, deixando mais claro que o Poder Judiciário é contra o povo, que não tem compromisso com o Brasil. Isso não vai nos intimidar. Saímos mais revigorados”.

O líder do MST disse ainda que “quem escolheu Lula como candidato foi o povo e não o PT”, mandando outro recado ao Judiciário e aos golpistas: “Não pensem que vocês mandam no País. Nós vamos impedir que Lula seja preso”.

Stedile também avisou que no dia 19 o Brasil vai parar com a greve geral contra a realidade eforma da Previdência e convocou as trabalhadoras a fazerem uma enorme mobilização em 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Ele anunciou ainda que os movimentos sociais e entidades sindicais que integram a Frente Brasil Popular realizarão, em abril e maio, congressos do povo em todas as cidades para discutir os rumos do país. Em junho, ainda segundo ele, serão feitos os congressos estaduais e, em julho, um grande congresso nacional, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para definir a plataforma nacional dos trabalhadores.

Já o representante da Central dos Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, reforçou que o povo brasileiro não vai se aquietar. “Não vamos obedecer a farsa construída ontem pelo Judiciário. Não há outro caminho senão o povo nas ruas, senão a desobediência civil”.

Com informações da Rede Brasil Atual e CUT Nacional