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Trabalhadores na Weg iniciam internacionalização da Rede sindical

10 de Setembro de 2014

Redes

CNQ-CUT participa do 1º Encontro Internacional da Rede Weg, na Argentina. Na foto: a assessora Flávia Nozue e a presidenta da Confederação...

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CNQ-CUT participa do 1º Encontro Internacional da Rede Weg, na Argentina. Na foto: a assessora Flávia Nozue e a presidenta da Confederação, Lucineide Varjão

 

Trabalhadores argentinos e brasileiros da multinacional Weg realizaram encontro nesta quarta-feira, 10, em Buenos Aires. A atividade faz parte do projeto Promoção dos Direitos Trabalhistas na América Latina com o objetivo de internacionalização de Redes sindicais.

A principal diferença identificada no encontro foi quanto à sindicalização dos trabalhadores. Enquanto na Argentina a empresa estimula a filiação aos sindicatos, no Brasil há o processo inverso. “Há uma cultura aqui de instruir os trabalhadores para que se filiem aos sindicatos. Não é uma exigência, mas há a instrução”, declarou o secretário geral da Unión Obrera Metalúrgica (UOM) em San Francisco, Luis Alberto Frocil.

“No Brasil, não há nenhum trabalho para a sindicalização por parte da empresa. Pelo contrário. A empresa estimula a desfiliação dos trabalhadores dos sindicatos”, contrapôs o coordenador da rede Weg no Brasil, Valdir de Oliveira.

Há, ainda, a preocupação da ampliação das atividades da empresa na Argentina. Segundo o coordenador da Rede no Brasil, a multinacional planeja ampliar as atividades na unidade de Córdoba, onde atualmente trabalham 45 funcionários, com a contratação de outros 45 trabalhadores. “Hoje, os trabalhadores argentinos realizam as tarefas com comodidade. Mas isso não quer dizer que, com a ampliação das atividades no país, a empresa não vá implantar aqui o mesmo rigor que aplica no Brasil”, afirmou Frocil.

Atualmente, a Weg possui duas plantas na Argentina com mais de 3 mil trabalhadores. No Brasil, são 17 plantas com cerca de 22 mil trabalhadores. A empresa ainda possui nove plantas em países da Ásia, Europa, América do Sul e América do Norte, com aproximadamente 29 mil trabalhadores em todo o mundo.

O projeto Promoção dos Direitos Trabalhistas na América Latina é uma iniciativa para a criação e o fortalecimento do trabalho em Redes sindicais. É gerido pela CUT, CNM/CUT, CNQ-CUT e Instituto Observatório Social e apoiado pelo centro de formação da central sindical alemã DGB, o DGB BW.

 

Fonte e foto: Instituto Observatório Social.