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Compromisso com a unidade da luta marca abertura do 10º Congresso CNQ-CUT

29 de Março de 2025

Ramo Químico

170 delegadas e delegados estão reunidos até domingo, na Praia Grande, para a eleição da nova direção da entidade

 

A priorização e o compromisso com a unidade na luta pelas causas que afetam diretamente as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros, com a defesa democracia, com a resistência contra o avanço da ultradireita e com a continuidade do trabalho coletivo de fortalecimento do Ramo Químico deram o tom nas intervenções de saudação aos 170 delegados e delegadas que participaram da abertura oficial do 10º Congresso CNQ-CUT.

 

Atual presidente da entidade, que vai renovar sua direção para a gestão 2025-2029, Geralcino Teixeira destacou o simbolismo na presença de lideranças trabalhadoras de 49 sindicatos, de 16 estados brasileiros, quatro anos após a realização do último congresso da confederação, quando, em razão da pandemia da covid-19, a atividade precisou ser realizada online. Além disso, a conjuntura política era outra: o poder era oficialmente ocupado por um presidente fascista e negacionista.

 

Permanece a disputa política e da capacidade de convencimento e diálogo com as trabalhadoras e trabalhadores, sob circunstâncias inéditas, que dificultam avanços de um programa popular, a despeito dos esforços do Governo Lula e de circunstâncias macroeconômicas relativamente favoráveis.

 

Encerrando contundentes contribuições das convidadas e dos convidados que compuseram a Mesa de Abertura, Geralcino pontuou às delegadas e aos delegados que, para além do debate sobre as relações de trabalho do Ramo Químico e da construção de políticas industriais comprometidas com o trabalho digno, é de importância equivalente o engajamento de todo o movimento sindical com pautas como a redução da jornada de trabalho.

 

“Essa é uma luta histórica da classe trabalhadora e, por mais que o fim da escala 6x1 não afete tanto os trabalhadores do Ramo, dialoga de forma substancial com uma multidão de trabalhadoras e trabalhadores do comércio, em sua maioridade mulheres e jovens, que estão no centro dessa disputa política maior”, destacou.

 

Em viagem oficial para o Japão, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, foi representado pelo Superintende Regional do Trabalho em São Paulo, Marcos Alves, que destacou a relevância da categoria química na organização da classe trabalhadora e compartilhou com a plenária sobre os esforços para a reestruturação da pasta, deliberadamente sucateada pelo governo anterior.

 

Vereadores oriundos do Ramo prestigiaram a abertura do Congresso: Hélio Rodrigues, de São Paulo (SP) e presidente do Sindicato dos Químicos de São Paulo, e Dentinho, de Camaçari (BA) e dirigente do Sindiquímica Bahia. 

 

Também oriundos da categoria química, Renato Zulato, secretário-geral da Nacional, e Raimundo Suzart, presidente da Direção Estadual de São Paulo, representaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

 

Secretária de Relações Internacionais da CNQ, Lu Varjão participou na condição de vice-presidente da IndustriAll Global Union para a América Latina e Caribe. Aroaldo Silva, pela presidência da IndustriAll Brasil.

 

Ainda compuseram a mesa as federações filiadas à CNQ: Airton Cano (Fetquim), Cibele Vieira (FUP), Luismar Sousa (FITEM), Jorge Pinho (Fetraquim-RJ) e Anthony Dantas (Fed. Papel).

 

A abertura do Congresso foi prestigiada também por representantes de entidades e organizações parceiras: Remígio Todeschini (Fundacentro), Julimar Roberto (Contracs), Sérgio Leite (Fequimfar), Nilton Freitas (ICM), Victor Pagani (Dieese), Rosana Fernandes (Solidarity Center).

 

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