Papeleiros de Mogi: negociação sindical assegura direitos após demissão em massa na Suzano
13 de Janeiro de 2026
Sindical
Cesta alimentação, plano de saúde e auxílio a filhos PCDs serão estendidos por 6 meses aos papeleiros; ACT também conquistou bonificação por tempo de casa
Informações e texto: Redação STI Papeleiros de Mogi das Cruzes
Edição: CNQ-CUT
Na primeira sexta-feira do ano, em 2 de janeiro, o presidente do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região, Márcio Cruz, o Bob, que também é vice-presidente da CNQ, recebeu uma notificação que mudaria drasticamente a vida de dezenas de trabalhadores e trabalhadoras. A Suzano S.A comunicava, de forma unilateral, a demissão em massa de cerca de 140 empregados da Fábrica C, unidade Rio Verde, localizada no município de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.
No documento, a empresa, que se apresenta como a maior produtora de celulose do mundo, oficializou o fechamento da fábrica já no primeiro dia útil seguinte, em 5 de janeiro. A decisão abrupta, sem qualquer diálogo sindical prévio, lançou trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias em um cenário imediato de insegurança, incerteza e desespero.
Diante da postura arbitrária da empresa, o Sindicato atuou em duas frentes simultâneas: denunciou nacional e internacionalmente o fechamento da unidade e iniciou, de forma imediata, um processo intenso de negociação coletiva. O objetivo foi garantir direitos, proteger famílias e reduzir os profundos impactos sociais e econômicos provocados pela demissão em massa.
Após um processo exaustivo de negociação, a entidade conquistou um |Acordo Coletivo considerado histórico no setor, que assegura:
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Extensão, por seis meses, dos principais benefícios, incluindo cesta básica, auxílio filho/a PCD e convênio médico para titulares e dependentes;
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Bonificação vinculada ao tempo de casa, paga junto à rescisão contratual.
Para Bob, a atuação sindical foi decisiva para impedir danos ainda maiores. “A extensão de benefícios após a demissão e a bonificação por tempo de casa não estão previstas em lei nem na Convenção Coletiva. A estratégia da Suzano sempre foi fechar a fábrica rapidamente, impedindo qualquer negociação. O Sindicato reagiu com agilidade, tornando pública, no Brasil e em diversos países onde a empresa atua, a postura irresponsável da Suzano diante de seus compromissos sociais”, afirmou.
A conquista demonstra, mais uma vez, que organização social, mobilização e negociação coletiva são instrumentos fundametais para a defesa dos direitos, especialmente diante de decisões empresariais que desconsideram trabalhadores, famílias e comunidades inteiras.
