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Desemprego aumenta 7,8% e já atinge 13 milhões de pessoas

31 de Outubro de 2017

Trabalho

Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 31, mostra que o desemprego no Brasil atinge 13 milhões de brasileiros. Um aumento de 7,8% se comparado a 2016. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Em outro estudo, o IBGE indicou que 15,2 milhões de famílias não possuem renda formal hoje. Isso significa que há 15,2 milhões de lares onde não há ninguém trabalhando, 2,8 milhões a mais do que no mesmo período de 2014 - um crescimento de 22%.

A pesquisa mostra que houve queda no número de pessoas com carteira assinada (33 milhões). Em relação ao mesmo trimestre de 2016, houve queda de 2,4%, com menos 810 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Precarização também avança

Diferente do emprego com carteira assinada, a informalidade e os chamados "profissionais liberais" avançaram. De acordo com o estudo, houve aumento de 1,8% dos trabalhadores por conta própria, com mais 402 mil pessoas, totalizando 22,9 milhões de pessoas nessa categoria. E foi registrado crescimento de 288 mil pessoas sem carteira assinada, com um total de 10,9 milhões de ocupados sem carteira no país.

Ao todo são 46,8 milhões de brasileiros que hoje estão sem emprego, precarizados ou sem horizonte de uma vida digna para suas famílias.

Reforma Trabalhista não gerará emprego

Um dos grandes argumentos da gestão Temer para ganhar o debate da Reforma Trabalhista era que ela geraria mais empregos. A experiência de países na Europa mostra que isso não é verdade. Na Espanha, por exemplo, a reforma teve como consequência um dos mais altos índices de desemprego (26%), além da elevação para 34% de empregos temporários.

Uma reforma como essa não apresenta saídas para o quadro alarmante de desemprego que vive o Brasil hoje. No qual milhões de brasileiros e brasileiras estão condenados ao desemprego ou a condições de subemprego. 

O que precisa ficar bem claro é: o que gera emprego é crescimento econômico e não precarização e destruição de direitos sociais.